O blog está sendo transferido para: http://cronicasdomardeprata.wordpress.com/
Estou aproveitando para revisar os textos, extinguir algumas sessões e colocar novas. Espero que gostem das mudanças!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Port Jane Guy, a Cidade na Fronteira do Mundo
Próxima ao extremo sul do mundo, um amontoado confuso de telhados surge repentinamente em meio a neblina fantasmagórica, revelando aos poucos uma cidade portuária escondida entre os penhascos gelados. Escunas e barcaças de Windlan deslizam entre o mar pontilhado de icebergs, trazendo mantimentos e equipamentos de importância vital para aqueles que vivem em uma região inóspita, fria, isolada e ainda pouco conhecida, e que por isso mesmo atrai a curiosidade de exploradores e pesquisadores de diversos lugares.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Classe de Prestígio: Mestre Arpoador
Canst thou fill his skin with barbed irons? Or his head with fish spears?
Jó 41:7:
O uso dos arpões pela humanidade remete a sua aurora, quando essas lanças eram feitas com pedras e ossos. Usados particularmente em regiões costeiras, eles são associados principalmente a caça de animais marinhos. Evoluindo ao decorrer das eras, eles passaram de ferramentas de pesca rudimentares a enormes artefatos de aço temperado, disparados de navios por canhões a vapor e capazes de perfurar as escamas de uma serpente marinha.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Criaturas de Tekelili
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
A Costa de Tekelili
Localizada no sul de Andina, essa região inóspita é atualmente colônia de Windlan, que utiliza o lugar tanto como uma rota de comércio como um de seus principais campos de pesquisa.
Cabo Vendaval: Essa perigosa rota marítima vai do sul de Gaspari até o leste de Balthazir, atingindo os mares de Ashrani e Asynjur. Fortes tempestades assolam a região durante o ano inteiro, empurrando os navios que se aventuram na região contra grandes espigões de rocha vazada, nos quais a morte geralmente é certa. Mesmo assim, o lugar se tornou um campo de batalha entre Piratas de Ashrani e os Corsários Dragões de Rubi de Windlan, que disputam a área por sua posição estratégica. Lendas de marinheiros falam que um mago excêntrico construiu um castelo neste lugar inóspito, mas até agora não há provas consistentes que dêem crédito a estes boatos.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Além do Oceano de Éter
Um cabelo-de-anjo roça em meu rosto quando olho em direção ao horizonte, para ver mais uma coluna de luz cósmica cortando o céu como um relâmpago, fazendo o chão estremecer aos meus pés. Nunca estive em um lugar tão estranho como esse. E já estive nas praias assombradas de Shadowmouth, nas pérfidas galerias fluviais de Bedwang e nas planícies de gelo negro em Guardia, onde os pesadelos ganham forma. Como um estudioso do arcano, é difícil me espantar com algo que fuja da segura percepção do que é real e conhecido. Mas confesso que me sinto ansioso enquanto avanço por esta planície árida esquecida pelo tempo, onde marcas de poderes mais antigos do que a compreensão despontam no solo seco através da estrada indicada pelos geoglifos, gravados como letras gastas de um velho pergaminho de conhecimento perdido.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Chakana, a Cidade dos Sonhadores
Em meio a um grande lago sagrado nas Montanhas do Mar de Neblina, uma grande ilha abriga Chakana, a capital de Andina e a cidade localizada em maior altitude no mundo. Surgindo em meio a neblina e o ar rarefeito, Chakana parece ser a primeira vista um lugar pacato, com ruas estreitas e casas coloridas, onde circulam principalmente os nativos com seus ponchos, gorros e flautas de madeira. Mas por trás deste simpático entreposto de criadores de lhamas, se esconde um lugar com mistérios assombrosos, que parecem reunir todo tipo de estranheza já vista ao redor do mundo.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Classe Variante: Fitomante (Espiritualista)
Nós os enterramos, maculando terra e água com as cinzas vivas de nossas almas.
E a gravidade nos puxa para a terra.
E as plantas crescem.
Warren Ellis, Planetary #21: Telemetria da Máquina da Morte.
Quando os primeiros navegadores de Windlan chegaram a Andina, junto a eles vieram pesquisadores de diversas áreas, prontos para desvendar os segredos da nação desconhecida. Arqueólogos, antropólogos e naturalistas enfrentaram o perigo das selvas e montanhas para registrar em seus tomos de conhecimento as descobertas feitas pelos exploradores estrangeiros. Mas um pequeno grupo que entrou em contato com tribos nativas (incluindo o estranho povo-pássaro conhecido como krokan) não estava preparado para o que iria encontrar.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Criaturas de Huakan
Huakan é uma terra ainda pouco explorada e repleta de segredos. Nas selvas escuras ou nas estranhas ruínas do deserto, criaturas de outras eras ainda se escondem da luz do conhecimento humano.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
As Montanhas de Huakan
Huakan é a região principal de Andina, a nação mais ao sul do mundo das Crônicas. Ela é dividida em três áreas:
Floresta dos Sussurros: Esta faixa de floresta tropical divide Huakan e a Costa de Tekelili mais ao sul. Ficando a nível do mar, ela possui uma vegetação espessa e uma profusão de riachos e atoleiros que, escondidos pela mata, podem se tornar uma verdadeira armadilha para exploradores. Ruínas de acampamentos forradas de ossos e cidades mortuárias de antigas civilizações não são incomuns no lugar, e seriam apenas uma curiosidade mórbida não fosse a fama de assombrada da floresta. De fato, uma estranha maldição paira sobre o que séculos atrás foi o sangrento campo de batalha entre colonizadores de Aurin e tribos nativas. Atualmente, a única presença inteligente na floresta são os esquivos krokan, uma raça de homens-pássaro cujos xamãs conduzem estranhos rituais secretos em clareiras inacessíveis aos humanos.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Andina, A Terra do Sol
Das visões do Errante, um velho xamã de Andina
Visão da Serpente
Eu sou aquela cujo ventre se arrasta na escuridão. Minha morada é Urin Pacha, no leito dos rios profundos, na seiva de plantas venenosas e nas entranhas das feras da floresta. Como o dia que lentamente se vai, me enrosquei ao redor dos velhos e doentes. Como a noite que não se nota chegar, saltei sobre os imprudentes. Me proclamei a devoradora da vida, e minha fome jamais termina. Mas também trouxe a vida que se alimenta e cresce a partir da decadência, e em minha língua bifurcada as vozes dos ancestrais se fazem ouvir, ensinando a magia.
domingo, 14 de novembro de 2010
Relato do Falcão do Deserto

Meu nome é Ihmed, e junto a meus companheiros atravesso as areias escaldantes do Deserto das Dunas Negras, enquanto ouço o farfalhar de um milhão de demônios as minhas costas, guiados por pequenas asas. Fazem apenas dois dias que deixei a cidade condenada, onde agora há apenas fantasmas e destroços de ambições e esperanças. Não olho para trás, e mesmo se olhasse veria apenas uma imensa nuvem de poeira, que segue nosso rastro como um presságio sombrio e recobre o horizonte. Logo chegarei aos portões da cidadela de ferro, onde o julgamento daqueles que se dizem donos dessa terra irá continuar.
Levo a morte comigo em minha lâmina e em meus sonhos despertos, e ela para mim é uma irmã. Assim tem sido desde que aceitei o caminho que me foi designado, sendo treinado na fortaleza dos hashashin em Jezirat, minha terra natal, da qual me restam apenas vagas recordações. Apenas me lembro do mar enfurecido batendo nas rochas de uma alta muralha, e do movimento silencioso das víboras em meio a escuridão. Naquelas terras aprendi a ser um instrumento da morte. Apenas na terra desolada de Al-Gober, onde fui um escravo, aprendi a ser um instrumento da liberdade.
domingo, 7 de novembro de 2010
Khaldur, a Cidade Infernal
Surgindo em meio as dunas como uma máquina demoníaca, prostrada sobre uma larga baía na Costa de Âmbar, a gigantesca e enfumaçada cidade de Khaldur é uma obra de engenharia mecânica ao mesmo tempo fantástica e assombrosa. Seu porto é um labirinto caótico de placas de ferro incrustadas de ferrugem, e suas muralhas com engrenagens expostas são guardadas por golens a vapor com formas extraídas de pesadelos. Não é a toa que Khladur já foi apelidada por viajantes de "Cidade Máquina do Juízo Final".Classe Variante: Profeta da Areia (Oráculo)
Better to walk without knowing where than to sit doing nothingProvérbio Tuaregue
Eras já se passaram sem que houvesse na desolada terra de Al-Gober alguém capaz de manifestar os poderes dos Aeons. Muitos acreditam que o deserto de areias negras é uma região abandonada pelos grandes espíritos, que se sacrificaram na batalha contra os Horrores Antigos. Mas para alguns andarilhos que vagam na imensidão devastada, os Aeons não estão mortos, nem aprisionados nem tampouco adormecidos. Eles ainda sussurram suas vozes no vento do deserto, em uma língua há muito esquecida, e sua força está presente em cada grão de areia espalhado na imensidão.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Criaturas de Al-Gober
Tendo sua paisagem totalmente modificada milênios atrás pela guerra entre os Horrores e os Aeons, Al-Gober abriga sob suas areias negras os filhos desse terrível confronto, que expôs ao sol as entranhas proibidas da terra.
Espreitador da Escuridão: Piratas e bandoleiros não são os únicos perigos para aqueles que andam pelas ruas enfumaçadas de Khaldur. Em cada esquina escura, guardas silenciosos de aspecto sombrio observam os arredores com olhos vazios, vigiando como um predador a espreita. Esses soldados sinistros não pertencem a raça humana, mas a um povo desconhecido vindo de algum lugar imerso em perpétua escuridão. Trazidos a Khaldur por Fatin, a quem única e lealmente servem, eles cuidam para que nada escape a seu mestre, usando suas lâminas frias caso seja necessária uma execução rápida e sutil. A verdadeira aparência destes assassinos nunca foi vista, uma vez que ao morrer eles se dissolvem em uma nuvem de areia cáustica.
Espreitador da Escuridão: Piratas e bandoleiros não são os únicos perigos para aqueles que andam pelas ruas enfumaçadas de Khaldur. Em cada esquina escura, guardas silenciosos de aspecto sombrio observam os arredores com olhos vazios, vigiando como um predador a espreita. Esses soldados sinistros não pertencem a raça humana, mas a um povo desconhecido vindo de algum lugar imerso em perpétua escuridão. Trazidos a Khaldur por Fatin, a quem única e lealmente servem, eles cuidam para que nada escape a seu mestre, usando suas lâminas frias caso seja necessária uma execução rápida e sutil. A verdadeira aparência destes assassinos nunca foi vista, uma vez que ao morrer eles se dissolvem em uma nuvem de areia cáustica.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
O Deserto das Dunas Negras

Esse lugar gigantesco e desolador é a única região de Al-Gober, ocupando todo o seu território. Ele possui quatro áreas:
Áridos Sombrios: Esse mar de areia negra domina a maior parte da paisagem de Al-Gober, e é apenas através dele que se pode chegar até a cidade de Khaldur por terra. Apenas caravanas experientes cruzam as enormes dunas, que são o esconderijo de grupos de bandoleiros e de estranhas criaturas,incluindo os infames vermes púrpura. Grupos de nômades também vagam pela região, negociando comida, água e animais de rebanho com as caravanas. As tempestades de areia nos Áridos são frequentes a ponto de o céu ficar coberto por uma fina camada de poeira em suspensão, tornando a região escura e sem vida. Acredita-se que foi nessas dunas que a batalha entre os Aeons e os Horrores Antigos chegou ao seu ponto alto, conspurcando a terra por quilômetros.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Al-Gober, a Terra Esquecida pelos Aeons

No noroeste do continente de Artabana fica o lugar conhecido como Al-Gober, dominado pela região inóspita conhecida como Deserto das Dunas Negras. Embora cartógrafos e geógrafos chamem Al-Gober de "nação", isso acaba se revelando para os exploradores que lá pisam quase como uma piada de mau gosto. Uma terra de ninguém, disputada por nômades oriundos das terras ao sul, escravistas da Tribo de Iblis e colonizadores de Windlan, Al-Gober já teria problemas suficientes apenas com suas guerras por território. Porém, o despertar recente de uma força obscura e antiga que estava lacrada sob a areia a tornou certamente um dos locais mais perigosos e desolados de todo o mundo.
Mas histórias antigas contadas pelos nômades ao redor da fogueira falam que nem sempre foi assim.
Dizem os ancestrais que há muito tempo atrás, quando as estrelas eram jovens, esse lugar que hoje é um deserto já foi uma fértil ilha, rodeada por um escuro mar que recobria toda a parte norte do continente. Florestas com árvores exuberantes e animais majestosos, que já não existem mais, se espalhavam por toda ela. Nesse lugar paradisíaco se desenvolveu uma próspera tribo de pescadores, que caçava as feras marinhas usando arpões de osso e se defendia de predadores da mata com armas fabricadas com uma rocha tão esverdeada e afiada como metal, extraída das montanhas que ficavam no centro da ilha.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Noite no Salão de Ágata

Afastando delicadamente com os dedos a cortina de seda azulada, Amirah espiou o grande salão circular de trás da pequena sacada onde estava escondida. Ela podia ver a silhueta do sultão Hashoun Al-Latif, seu pai, sentado em seu trono ornado de pérola e cristal, suficientemente grande para acomodar seu corpo largo e bem alimentado. Pela movimentação no salão, Amirah percebeu que o sultão estava se preparando para receber uma audiência, enquanto trocava palavras com o único convidado já presente, um homem de voz áspera e palavras rudes.
Amirah esboçou um sorriso no canto dos lábios, se deixando ocultar totalmente pela cortina e movimentando seus dedos cobertos de anéis de forma a produzir um som cristalino e sutil, que foi respondido por um breve ruflar de asas.
Segundos depois, um pássaro surgiu ao seu lado, pousando sem fazer ruído sobre o chão de mármore. Sua bela plumagem era de um azul profundo que lembrava o céu noturno em uma noite clara, adquirindo os tons do poente ao refletir a luz do fogo. Ele tinha as asas vigorosas, as garras fortes e o bico afiado de uma águia. Porém, longas plumas como as de um pavão saíam de sua cauda e do alto de sua cabeça, terminando em manchas com o tom de esmeraldas. Seus olhos eram pérolas que refletiam a inteligência de Amirah, pois aquela não era uma ave ordinária, mas um eidolon, uma parte da própria alma da garota que apenas invocadores como ela podiam trazer para o mundo físico.
sábado, 16 de outubro de 2010
Aratta, a Cidade das Maravilhas

Centro do Sultanato de Jezirat, Aratta é uma daquelas cidades que parece ter tomado forma a partir de uma fábula ou dos exageros de um poeta. Suas imensas torres e minaretes refulgem com o brilho de diamantes e rubis, podendo ser vistas a quilômetros de dentro do mar. Nas noites claras, Aratta brilha como uma jóia, contrastando com a luz tênue e suave da Torre da Arca prostrada como uma sentinela na montanha logo acima.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Classe de Prestígio: Dançarina Espiã
My dance is a sacred poem in which each movement is a word and whose every word is underlined by music.Mata Hari
Aqueles que observam os sedutores movimentos dessas dançarinas exóticas, fascinados por seus movimentos lânguidos e graciosos, não imaginam a astúcia mortal que se esconde sob seus véus de seda. E não se preocupam com isso até que seja tarde demais.
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