terça-feira, 14 de dezembro de 2010

As Montanhas de Huakan



Huakan é a região principal de Andina, a nação mais ao sul do mundo das Crônicas. Ela é dividida em três áreas:


Floresta dos Sussurros: Esta faixa de floresta tropical divide Huakan e a Costa de Tekelili mais ao sul. Ficando a nível do mar, ela possui uma vegetação espessa e uma profusão de riachos e atoleiros que, escondidos pela mata, podem se tornar uma verdadeira armadilha para exploradores. Ruínas de acampamentos forradas de ossos e cidades mortuárias de antigas civilizações não são incomuns no lugar, e seriam apenas uma curiosidade mórbida não fosse a fama de assombrada da floresta. De fato, uma estranha maldição paira sobre o que séculos atrás foi o sangrento campo de batalha entre colonizadores de Aurin e tribos nativas. Atualmente, a única presença inteligente na floresta são os esquivos krokan, uma raça de homens-pássaro cujos xamãs conduzem estranhos rituais secretos em clareiras inacessíveis aos humanos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Andina, A Terra do Sol


Das visões do Errante, um velho xamã de Andina


Visão da Serpente


Eu sou aquela cujo ventre se arrasta na escuridão. Minha morada é Urin Pacha, no leito dos rios profundos, na seiva de plantas venenosas e nas entranhas das feras da floresta. Como o dia que lentamente se vai, me enrosquei ao redor dos velhos e doentes. Como a noite que não se nota chegar, saltei sobre os imprudentes. Me proclamei a devoradora da vida, e minha fome jamais termina. Mas também trouxe a vida que se alimenta e cresce a partir da decadência, e em minha língua bifurcada as vozes dos ancestrais se fazem ouvir, ensinando a magia.

domingo, 14 de novembro de 2010

Relato do Falcão do Deserto


Meu nome é Ihmed, e junto a meus companheiros atravesso as areias escaldantes do Deserto das Dunas Negras, enquanto ouço o farfalhar de um milhão de demônios as minhas costas, guiados por pequenas asas. Fazem apenas dois dias que deixei a cidade condenada, onde agora há apenas fantasmas e destroços de ambições e esperanças. Não olho para trás, e mesmo se olhasse veria apenas uma imensa nuvem de poeira, que segue nosso rastro como um presságio sombrio e recobre o horizonte. Logo chegarei aos portões da cidadela de ferro, onde o julgamento daqueles que se dizem donos dessa terra irá continuar.

Levo a morte comigo em minha lâmina e em meus sonhos despertos, e ela para mim é uma irmã. Assim tem sido desde que aceitei o caminho que me foi designado, sendo treinado na fortaleza dos hashashin em Jezirat, minha terra natal, da qual me restam apenas vagas recordações. Apenas me lembro do mar enfurecido batendo nas rochas de uma alta muralha, e do movimento silencioso das víboras em meio a escuridão. Naquelas terras aprendi a ser um instrumento da morte. Apenas na terra desolada de Al-Gober, onde fui um escravo, aprendi a ser um instrumento da liberdade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Khaldur, a Cidade Infernal

Surgindo em meio as dunas como uma máquina demoníaca, prostrada sobre uma larga baía na Costa de Âmbar, a gigantesca e enfumaçada cidade de Khaldur é uma obra de engenharia mecânica ao mesmo tempo fantástica e assombrosa. Seu porto é um labirinto caótico de placas de ferro incrustadas de ferrugem, e suas muralhas com engrenagens expostas são guardadas por golens a vapor com formas extraídas de pesadelos. Não é a toa que Khladur já foi apelidada por viajantes de "Cidade Máquina do Juízo Final".

Classe Variante: Profeta da Areia (Oráculo)

Better to walk without knowing where than to sit doing nothing
Provérbio Tuaregue

Eras já se passaram sem que houvesse na desolada terra de Al-Gober alguém capaz de manifestar os poderes dos Aeons. Muitos acreditam que o deserto de areias negras é uma região abandonada pelos grandes espíritos, que se sacrificaram na batalha contra os Horrores Antigos. Mas para alguns andarilhos que vagam na imensidão devastada, os Aeons não estão mortos, nem aprisionados nem tampouco adormecidos. Eles ainda sussurram suas vozes no vento do deserto, em uma língua há muito esquecida, e sua força está presente em cada grão de areia espalhado na imensidão.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Criaturas de Al-Gober


Tendo sua paisagem totalmente modificada milênios atrás pela guerra entre os Horrores e os Aeons, Al-Gober abriga sob suas areias negras os filhos desse terrível confronto, que expôs ao sol as entranhas proibidas da terra.


Espreitador da Escuridão: Piratas e bandoleiros não são os únicos perigos para aqueles que andam pelas ruas enfumaçadas de Khaldur. Em cada esquina escura, guardas silenciosos de aspecto sombrio observam os arredores com olhos vazios, vigiando como um predador a espreita. Esses soldados sinistros não pertencem a raça humana, mas a um povo desconhecido vindo de algum lugar imerso em perpétua escuridão. Trazidos a Khaldur por Fatin, a quem única e lealmente servem, eles cuidam para que nada escape a seu mestre, usando suas lâminas frias caso seja necessária uma execução rápida e sutil. A verdadeira aparência destes assassinos   nunca foi vista, uma vez que ao morrer eles se dissolvem em uma nuvem de areia cáustica.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Deserto das Dunas Negras


Esse lugar gigantesco e desolador é a única região de Al-Gober, ocupando todo o seu território. Ele possui quatro áreas:


Áridos Sombrios: Esse mar de areia negra domina a maior parte da paisagem de Al-Gober, e é apenas através dele que se pode chegar até a cidade de Khaldur por terra. Apenas caravanas experientes cruzam as enormes dunas, que são o esconderijo de grupos de bandoleiros e de estranhas criaturas,incluindo os infames vermes púrpura. Grupos de nômades também vagam pela região, negociando comida, água e animais de rebanho com as caravanas. As tempestades de areia nos Áridos são frequentes a ponto de o céu ficar coberto por uma fina camada de poeira em suspensão, tornando a região escura e sem vida. Acredita-se que foi nessas dunas que a batalha entre os Aeons e os Horrores Antigos chegou ao seu ponto alto, conspurcando a terra por quilômetros.